
Entrevista no Planeta terra 2009
![]() Programa de rádio do reverendo Massari. Transmissão radiofônica em frequência modulada, pela OI fm. 2 horas com o reverendo e os "bons sons". Domingos, 22 horas, na OI fm |
![]() na revista TORO no site da revista TORO: Como começou sua relação com a música? ![]() na revista Fraude Fábio “Reverendo” Massari. O que representa esse nome? Para aqueles que gostam de música e acompanharam a trajetória da MTV Brasil, principalmente no final da década passada, Massari é referência do que há de melhor e mais exótico no mundo da música. Um dos mais respeitados jornalistas do meio musical, Massari lançou no final do ano passado seu segundo livro, Emissões Noturnas – Cadernos Radiofônicos de FM, que conta suas primeiras entrevistas da fase em que comandava o Rock Report, programa que foi ao ar na rádio 89 FM. Trazendo desde figuras míticas (como Slash, do Gun’n'Roses e os Ramones) até ídolos do underground musical (Nick Cave e Kim Gordon, do Sonic Youth), o livro é uma boa amostra do que houve de melhor no rock internacional na primeira metade dos anos noventa, além de ser uma das poucas publicações de qualidade feitas no jornalismo musical brasileiro atualmente. Numa entrevista cedida com exclusividade para Fraude, Massari fala sobre sua segunda aventura no mundo dos livros, planos para outras publicações, MTV, rádio, curiosidades da sua carreira – tudo isso, é claro, regado a várias conexões musicais. Boa viagem nas próximas páginas pela massariana, essa mistura de jornalismo com os bons sons de todo o mundo. Fraude – O Emissões Noturnas é seu segundo livro. Quais as suas intenções com ele? Fraude – O livro tem uma capa bem bonita, deixando o Emissões Noturnas com um aspecto de material de pesquisa. Como foi a concepção dessa idéia? Fraude – Dentre as entrevistas do livro, de quais voce guarda as melhores lembranças? Fraude – Uma curiosidade: no início do seu livro você diz que foi aluno do Serginho Groisman… Fraude – O que você acha da frase do jornalista Nelson Motta, que uma vez disse que o sucesso dele no jornalismo musical se devia ao fato dele só falar do que gostava? Fraude – Já passa pela sua cabeça fazer um terceiro livro? Quem sabe sobre a sua época da MTV, mais especificamente sobre o Mondo Massari… Fraude – E como você encara ser chamado de Reverendo? Quem inventou esse título? Fraude – Você falou dos seus projetos para alguns livros, mas tem mais alguma coisa que você anda preparando atualmente, na área de rádio ou TV? Fraude – E o que você acha sobre o jornalismo musical na mídia brasileira atualmente? Alguns temas Fraude – Islândia Fraude – Sobre seu primeiro livro, Rumo à Estação Islândia. Fraude – MTV. Fraude – Mondo Massari e Lado B Fraude – Frank Zappa. Fraude – Seguindo a linha do Rob Fleming, personagem do livro Alta Fidelidade do Nick Hornby, qual seria o Top Cinco de álbuns que poderiam definir o Fabio Massari? Fraude – Pra terminar, qual seria missão massariana? Se alguém conhecer rock mais do que ele, que se apresente. Nesta conversa, Fábio Massari deixa entrever por que é tido como o maior conhecedor do assunto no país. Sabe de bandas não só de cada Estado brasileiro como do mundo todo, de lugares tão diferentes entre si como Islândia, Japão e Itália. Para ele o rock, que traz no espírito e na ponta da língua, é uma música que “fala contra alguma coisa, como fala de amor”. Talvez por essa devoção ao rock, Massari merecesse o apelido que ganhou do colega Thunderbird num dos 4.380 dias em que trabalhou na MTV: Reverendo. Nos últimos meses, Curitiba tem sido citada como lugar efervescente da nova cena de música independente do País. O surgimento de uma série de bandas de rock na capital do Paraná tem recebido efusivos elogios da crítica especializada. Longe de formar um movimento uniforme, o agrupamento de bandas de rock em Curitiba, pelo contrário, vem se destacando devido ao ecletismo dos grupos, que vão do rock para dançar do Copacabana Club ao peculiar folk com sotaque paranaense do Charme Chulo, passando, ainda, pelo som eletrônico do duo Je Rêve de Toi. No começo do ano, um minifestival reuniu as bandas Sabonetes, Copacabana Club, Ruído/mm e Heitor e Banda Gentileza na casa de shows Inferno, um dos redutos da cena indie de São Paulo. Curitiba também tem marcado presença no Poploaded Session, programa dedicado às novas bandas do cenário independente, transmitido pelo portal iG. Desde a criação do programa, apresentado pelos jornalistas Fabio Massari e Lúcio Ribeiro, somente São Paulo e Recife tiveram mais representantes no Poploaded Session do que Curitiba. Para Massari, autor de livros como Detritos Cósmicos, Conrad Editora (sobre Frank Zappa), e Emissões Noturnas (Grinta Cultural), a cena curitibana tem se… continua no site da revista BRASILEIROS ![]() no site rabisco RABISCO: SENHORAS E SENHORES: O REVERENDO! O Rabisco aproveita a passagem de Fabio Massari por Santos e troca uma idéia com esse poço de conhecimento. ![]() Entrevista com Massari feita por Tiago Velasco para a revista+CD Outra Coisa, ano IV, nº 18/06. Outra Coisa – Vamos falar de festival. Você tem albuma história bacana de festival? Massari – Na Dinamarca cruzei com o Nick Cave, que eu já conhecia do Brasil. Ele fez uma puta festa, veio apresentar a PJ Harvey, que era a namorada dele na época. Não deu entrevista para nenhuma televisão, só para nós, porque eu já tinha entrevistado ele para a rádio, tinha tomado umas pingas na padaria com ele. Uma vez, um cara descobriu que a MTV Brasil estava lá e implorou para ser entrevistado. Era nada mais nada menos que o Danny Elfman, que era do Oingo Boingo. Ela adorava o Brasil. O cara pedir para ser entrevistado é engraçado. Não é um Zé Mané, é um cara importante. …………………………………………… OC – Você deve ter boas histórias da época em que trabalhou em rádio. FM – Uma vez, fiquei a madrugada inteira botando som na rádio com o Joey Ramone. Numa das vindas dos Ramones, como sabíamos que o Joey gostava de fazer isso, convidamos e ele topou. Entramos no ar antes da meia-noite e saímos às 6h. Às 4h, tinha gente ligando. Ele tomou duas garrafas térmicas de chá, botou Motörhead, Stooges, Ramones, contou história, foi antológico. Ele ficava sentado num canto só pegando nos discos, olhando as capas, parecia uma criança com uns brinquedinhos nas mâos. ……………………………………………. OC – O que você acha das bandas brasileiras independentes? FM – Sempre me diverti muito com os independentes brasileiros. De uns dez anos para cá, esse mercado está muito bacana, muita banda boa, discos legais, shows e festivais bacanas, acontecendo. A exposição, infelizmente, é limitada. OC – O que falta para elas deixarem de ser independentes? FM – Fora mercados muito estabelecidos, como EUA e Inglaterra, a vida dos independentes é difícil em qualquer lugar. Em São Paulo, se você quiser ver show, toda noite tem. Se você quiser se divertir no underground, está bem mais fácil do que já foi. Hoje, cabe a pergunta: será que precisa deixar de ser independente? A meta continua sendo entrar para uma grande gravadora e emplacar alguma música num lance mais comercial ou será que a independência pode garantir a sobrevivência comercial e o delírio artístico? Tem independente que está muito bem, com boa distribuição, com boa produção. Independência não quer dizer dizer não ter dinheiro. Vejo as bandas fazendo bastante show. Não dá para saber se os caras recebem. Mas tem banda que toca bastante, eles conseguem se virar, dá para sobreviver. |
![]() Versão remixada da coluna mensal publicada pela revista Rolling Stone. Indicações discográficas e divagações afins. ![]() Podcast semanal apresentado por Fabio Massari e Lúcio Ribeiro. Gravado nos estúdios da Amauri, em São Paulo, e transmitido pelo IG. Batalha de sons, conversas estranhas e as incríveis Sessions. |
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